Axidioma de cara nova e em idioma poético

Ivo Godoy (molécula do HnA)

O site depois de um tempo fora do ar retorna de cara nova e está em fase de evolução interativa.

O site é um desdobramento de pensamentos que surgiram no meu trabalho de graduação na UFES (Universidade federal do Espírito Santo). A trabalho pode ser encontrado no site com o título “Axidioma – Sintaxe em Grãos – O caso dos feijões mágicos ” trata-se de uma obra/dissertativa que  provoca uma reflexão sobre a validade da obra de arte frente a uma equação de validade acadêmica, cruzando um texto que fora aplicado em cédulas de Lotomania (Loteria federal), seus respectivos espelhos lidos pela máquina das agencias e um texto reflexivo/dissertativo propondo divagações de um autor parcial da obra que se transfigura ao longo da leitura na consciência de um outro autor.

Partindo da reflexão que o Axidioma é o Idioma na forma poética, o site apresenta algumas poesias animadas inspiradas em estudos sobre poesia concreta e faz um convite para que o visitante se apresente como colaborador deixando um pensamento na área    “Colabore com seu Axidioma “.

Montado com espaços para comentários o convite está em aberto para desdobramentos e troca de idéia para quem quiser dialogar.

Acesse:

www.axidioma.com

HnA em Acervo Vivo – Acervo Vivo em HnA

Acesse o projeto aprovado no edital 2010 da galeria Homero Massena:

http://issuu.com/ivoartes/docs/hna_acervo_vivo_2010?mode=embed&layout=http://skin.issuu.com/v/light/layout.xml

[Mais em:   http://moleculahna.ning.com/group/acervovivonov2010 ]

Embira no Atelier Homero Massena

Exposição do Coletivo Embira

Espírito Santo na dobra do clássico com contemporâneo

Espírito Santo na dobra do clássico com contemporâneo

Rembrant e Michelangelo são manos?
(Ivo Godoy)

Duas exposições que acontecem entre março e junho de 2010 inserem a discussão barroca e renascentista simultaneamente com Rembrant e Michelangelo.

A erudição posta lado a lado com o que é apresentado como contemporâneo, é a bola da vez em Vitória. Na busca de trazer o espectador impregnado de reproduções imagéticas para os espaços assépticos e cultos dos museus de arte faz-se uma abertura para desconstrução desse lugar que é resultado de um processo de sacralização dada pela História da Arte.

Essa abertura está acontecendo no museu MAES onde os grafites de Fredone, Somal, Ficore, Iran e Pirata James nas paredes do térreo do museu dividem espaço com a exposição das gravuras de Rembrant. A iniciativa do MAES confronta produções distintas no tempo, no conceito e no espaço e isso gera um conflito contemporâneo que diariamente encontramos pelas mídias, academias de arte, becos e galerias do mundo inteiro:

– Grafite é arte?

– Arte está para o grafite assim como o grafite está para arte?

Seria uma via de mão dupla? Se assim for vamos ter que chamar nosso amigo Michelangelo de grafiteiro, afinal o cara mandou um “trampo” nas paredes da Capela Sistina toda.



– O cara é mano!! Sacô? Grafiteiro do sacro!

A arte da sua época estava quase que totalmente subordinada a temas religiosos e a grande maioria das obras eram expostas em igrejas, catedrais, monastérios, basílicas, etc. Estes espaços literalmente sacralizavam a arte.

Mas e o grafite? Quem institui o que é grafite? O grafiteiro? O lugar da execussão da obra? Graffite está atrelado a intervensão urbana? Grafite é anárquico?

Enfim, no final é todo mundo mano grafiteiro: os rupestres com suas cavernas, os manos dos afrescos nos templos romanos, nas catedrais góticas, capelas renascentistas, palacetes, até o motorista que da uma freada brusca e marca o asfalto.

Opa! Exagero? Pois eu te digo que grafite é um conceito que você ajuda construir quando interage com a cidade, com campo, com o mundo. É ativismo!

Quer pirar? Da uma olhada no site http://graffitiresearchlab.com/ . Tem gente juntando um led (aquelas lampadinhas de baixo custo de energia), uma bateria de relógio e um imã por uma fita adesiva e jogando nos ônibus à noite. As lotações ficam todas iluminadas com algumas centenas de leds e a galera de lá ta chamando isso de grafite, ou melhor, contextualizando como “Graffiti” (no italiano graffiti, plural de graffito).

O momento é perfeito para levantar a questão do grafite, mesmo porque Moacir dos Anjos já acertou a participação dos “pixadores” da 28ª Bienal de São Paulo como “artistas” na 29ª Bienal deste ano (Folha). Percebeu? De pixador a artista. Ou seja, agora a discussão tá pautada pela própria instituição ARTE. Na verdade não foram eles que pautaram isso já vem acontecendo há algumas décadas, séculos e milênios. Mas se até a Tate Modern deu a sua fachada para os Gêmeos grafitarem. Ah meu amigo! Agora vai! Virou moda, agora vai!!

Então:

– Museu MAES. Muita coragem e desprendimento. Gostei de ver. Por que ao acolher um grafite em suas dependências quer dizer das duas uma: ou o museu está querendo engolir o grafite como arte ou o museu inverte seus parênteses para fora e acaba por negar seu status de museu de arte, como dizia nosso ilustre grafiteiro dos sentidos, Hélio Oiticica:

– O museu é o mundo!

Na verdade dentro dessa discussão eu me recordo que na exposição Conspectus (dez/2006 a fev/2007) nosso ilustre pintor-fotógrafo, Lando, apresentou suas ampliadas fotografias nas vitrines do MAES voltadas para fora do museu. Curiosamente e por sorte dessa reflexão aqui levantada é que os motivos apresentados nas fotos de Lando eram os espectadores do Louvre. Culto não? As fotos acabaram por tomar uma dimensão conflituosa de intervenção urbana voltadas para av. Jerônimo Monteiro. Para fora do museu. Ta vendo? Inversão dos parênteses de dentro para fora.

Na mesma exposição o artista Gabriel Boren apresentou uma vídeo-instalação, que partia de um desdobramento da instalação Espelho (Ufes) e Reflexo (MAES) . O artista estabeleceu um percurso no mapa de vitória onde ele instalou um trabalho a cada intervalo percorrido a pé e de ônibus em vitória, fechando um ciclo de três instalações: no Galpão do IBC (Jardim da Penha), Cemuni II – UFES, Museu MAES (Jerônimo Monteiro- Centro) e novamente Galpão do IBC. Em cada intervalo da instalação a obra parecia transmutar ou confundir sua apresentação: hora era performance, outra vídeo-instalação, outra intervenção urbana e por que não, monumento.

O movimento de colocar o artista no pedestal de “Artista”, assim como, arte como “arte”. A cada dia se torna mais oscilante, arte e vida é mais presente em nosso conflituoso cotidiano. Extrapolar os limites é de certa forma pautar arte contemporânea e pautar o contemporâneo resgatando o clássico pode ser uma revisão na convenção Arte.

Uma dobra do clássico com o contemporâneo.

Leia e veja mais:

http://www.portalyah.com.br/?id=/conteudo/conteudo.php&cd_conte=7847

http://www.secult.es.gov.br/?id=/espacos_culturais/hotsites/maes/exposicoes/passado/materia.php&cd_matia=669

http://guiame.com.br/v4/38357-1755–quot-apos-Pixo-apos-questiona-limites-quot-diz-curador-da-Bienal-de-SP.html

Canal Bolor de transmissões ao vivo

Confira o Canal Bolor de Transmissões ao vivo pela internet!

A programação você pode acompanhar pelo blog:   http://bolorarts.blogspot.com

Luxoxil 27mg

Com os artistas: Cezario Saiter ,Colíro. Didico, Emílio Aceti, Flávia de Macedo, Felipe borba, Gabriel Sampaio, Gabriel Borem, Inah, Ivo Godoy, Julio Tigre, Kênia Lyra, Lando, Luara Monteiro, Ludmila Cayres, Luciano Boi, Luciano Cardoso, Nortton, Socó, Regina Rodrigues, Ricardo Dente, Sandro Soeiro, Tatiana Sobreira, Thiago Balbino, Thaís Apolinário, Thiago Lessa, Victor Monteiro, Vinícius Guimarães.

Luxoxil 27 mg – superdosagem

Se Como disse Baudrillard  (disparando sua metralhadora sobre a arte contemporânea) isso “se prolifera por toda parte”, como lixo, eu diria – então o tempo é senhor da matéria em seu caminhar. A partir do gatilho disparado pelo artista, vários tempos/lugares entram em contato e por vezes, apartam-se de seu processo de existência natural – lembro aqui que fazer arte é propor e realizar uma intervenção radical sobre os movimentos de vida e pulsão dos materiais e espaços eleitos pelo artista. Hora, se o fazer do artista é um fazer histórico e social, inclusive, e uma vez que homem é produtor e produto desse caminhar e que uma obra de arte condensa muito mais do que ela pode mostrar, colocamos a seguinte questão – Arte é conhecimento, está integrada no cotidiano de cada um e nas relações entre os diversos grupos; desde os núcleos familiares até as sociedades mais complexas, com as quais temos contato no decorrer da vida. Afirmar tal coisa é propor que, por mais que alguns ainda pensem arte com algo distanciado do mundo e suas imperfeições – e é nele e a partir dele é que a obra existe, arte coloca-se e penso que o seja, não como mero reflexo das condições de existência, mas como possibilidade de tornar-se um ser /corpo pulsante de qualquer natureza material e/ou afetiva, dada a dimensão de quem a propõe e a produz. Este encontro entre sujeitos – obra ato/produto e expectador/experienciador é que aqui colocamos como ARTE – um lugar de grande potencia, que quando se constrói – neste encontro – já se redimensiona em outras possibilidades de pensar, falar e mesmo interagir diretamente neste espaço, agora um momento de trocas e interrelações. Em uma tempestade comparecem vários elementos/forças – raios, trovões, sons, cheiros e sensações. Sua potencia reside no encontro destas forças geradoras, cada uma delas com suas intensidades, motivos e modos de aparição – seguindo esta enxurrada e seus desdobramentos é que 27mg – leia-se aqui: muita gente – propõe um lugar produzido por uma radiação delirante de uma Bomba Humana, que abarca o tudo e todos em sua febre insana de desejos e potência criadora. É só se deixar envolver nesse turbilhão de sensações traduzidas em imagens, propostas e idéias.

por Luciano Cardoso.

Exposição Visões Contemporânea

Exposição Visão Contemporânea

(Ivo Godoy)

“não espere óculos 3D na entrada por que você é quem extrapola o enquadramento nessa exposição e não a obra”

Durante o ano letivo de 2009 um grupo de artistas e estudantes do curso de Artes se reuniu na famosa sala 12 do Cemuni II, Centro de Artes, as sextas-feiras para compartilhar textos, reflexões e exercitar o diálogo e o debate sobre arte contemporânea. Foram diversos encontros com frutíferas questões que estenderam pelas mais ácidas abordagens sobre a ditadura estética do Cubo Branco e que por muitas vezes pelo calor da conversa se prolongavam até as mesas da Rua da Lama.

Essa galera vem com todo o gás e o embalo das conversas acumuladas em 2009, não só no grupo de discussão da sala 12, mas como por seus percursos como artistas. O grupo conta com uma troca e uma vivencia muito enriquecedora entre alunos que estão iniciando uma carreira de artista e artistas com experiência acumulada de mais de 20 anos de arte: Lando, Andréa Abreu, Luciano Cardoso e Fernando Accarino.

O que se pode esperar de uma exposição onde se relacionam obras de extrema versatilidade e experimentação junta a elucidação provocadora dos formatos subversivos de apresentação das obras no espaço expositivo?

Sinceramente, vá preparado e não leve apenas sua disposição contemplativa para lá, pois às vezes você pode dar de cara com as saudáveis armadilhas da arte contemporânea. Não se surpreenda se algo te provocar a pergunta “Isto é arte?” ou “Arte é Isto?”. Talvez você tenha que descer do seu conforto pra defrontar com as armadilhas da arte irônica e revolucionaria dos filhos de Duchamp.

Enfim, não espere óculos 3D na entrada por que você é quem extrapola o enquadramento nessa exposição e não a obra. E se depois disso tudo você estiver extremamente provocado e inquieto com todo aparato conceitual ali apresentado, da uma passadinha na sala 12 durante os intervalos de 2010, 2011, 2012…

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